Gestão de Pessoas e Sustentabilidade

O blog é uma forma de expressar suas ideias, experiências sobre a importante arte de gerenciar pessoas.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

PLANEJAR FAZ TODA DIFERENÇA

Por  Neide Gomes Barros



Diariamente travamos uma briga acirrada contra o tempo. Mal nos damos conta o dia amanheceu, ligamos o piloto automático e em alguns minutos realizamos inúmeras tarefas sem nem pensar.

Entretanto, o dia só está apenas começando, e a gente só consegue pensar nas outras inúmeras tarefas que temos para realizar até o final do dia.
   
Inevitavelmente toda esta correria sem um planejamento prévio, nos levará a retrabalhos, desperdício de tempo, dinheiro e energia, além de nos manter milhas e milhas distantes da tão sonhada qualidade de vida.

Penso que por meio da valorização do conceito e prática do planejamento, é possível obter melhores resultados garantindo maior credibilidade no trabalho que nos propomos a realizar.

Para tanto precisamos mudar nossa cultura de “ir fazendo”, sem um plano prévio. Parece que somos consumidos pela urgência e a necessidade do fazer, e não valorizamos a importância do tempo destinado ao planejamento.

Na área que atuo Recursos Humanos, fica difícil mensurar resultados se não utilizo uma ferramenta que me possibilite transformar fatos em números, em indicadores de desempenho, seja na satisfação do colaborador, seja para acompanhar o absentismos, turnover, treinamento e demais processos.

Aprendi que é preciso planejar, comparar o previsto com o realizado e acompanhar os resultados. Não podemos atuar numa área considerada umas das mais estratégicas, levando em consideração apenas o sentido abstrato da Gestão de pessoas.

Ao longo do tempo vamos compreendendo que uma prática profissional que utiliza o planejamento como ferramenta de estratégia profissional, aliada a outras áreas aumentam a possibilidade de sucesso e a longevidade da organização.

Nesta caminhada ressalto alguns elementos importantes:
•   Conhecimento e informações que ajudem na realização de um diagnóstico;
•   Elaboração de um plano de ação;
•   Elaboração de um cronograma, constando as etapas e o tempo da atividade a ser desenvolvida;
•   Definição do método a ser utilizado;
•   Compreender o fluxograma desta atividade e suas interligações com outros processos.

No sistema de Gestão da Qualidade, utilizamos com frequência uma ferramenta denominada PDCA, que muito contribui com o propósito de realizar um trabalho diferenciado e que consiste em: Planejar (Plan), Fazer (Do), Checar ou Verifica (Check) e Agir (Action).

O PDCA é um método amplamente aplicado para o controle eficaz e confiável das atividades de uma organização, principalmente àquelas direcionadas às melhorias, possibilitando a padronização nas informações do controle de qualidade e a menor probabilidade de erros nas análises ao tornar as informações mais claras.  O PDCA constitui-se das seguintes etapas:

PLAN” – O primeiro passo, para a aplicação do PDCA é o estabelecimento de um plano, ou um planejamento que deverá ser estabelecido com base nas diretrizes ou políticas da empresa e onde devem ser consideradas três fases importantes: a primeira fase é o estabelecimento dos objetivos, a segunda, é o estabelecimento do caminho para que o objetivo seja atingido e, a terceira é a definição do método que deve ser utilizado para consegui-los. A boa elaboração do plano evita falhas e perdas de tempo desnecessárias nas próximas fases do ciclo;

DO” – O próximo passo do PDCA é a execução do plano que consiste no treinamento dos envolvidos no método a ser empregado, a execução propriamente dita e a coleta de dados para posterior análise.

CHECK” – O terceiro passo do PDCA é a verificação dos resultados obtidos e dados coletados. Ela pode ocorrer simultaneamente com a realização do plano quando se verifica se o trabalho está sendo feito da forma devida, ou após a execução quando são feitas análises estatísticas dos dados e verificação dos itens de controle.

ACT” ou “ACTION” – a última fase do PDCA é a realização das ações corretivas, ou seja, a correção da falhas encontradas no passo anterior. Após realizada a identificação dos desvios no processo, deve-se repetir, ou aplicar o ciclo PDCA para correção.

Quando planejamos, estudamos previamente, isso nos torna mais seguros na realização do processo, o que nos ajuda a evitar, e trabalhar, apenas com o abismo do “achismo” que compreende a argumentação ou conjunto de ideias que se baseia apenas na subjetividade, na opinião pessoal, sendo este um grande oponente do trabalho que busca desenvolver-se com foco na qualidade e melhores resultados.


Exercitando constantemente o planejamento, teremos maior probabilidade de realizarmos o nosso trabalho de forma mais produtivo e eficiente, gerando maior satisfação e realização profissional.


sexta-feira, 10 de abril de 2015

MOVIMENTO ABRIL VERDE - VALORIZAÇÃO DA VIDA

Por  Neide Gomes Barros



Movimento Abril Verde – Valorização da Vida 
O “Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho” é celebrado em todo o mundo no dia 28 de abril. A data foi instituída por iniciativas de sindicatos canadenses e escolhida em razão de um acidente que matou 78 trabalhadores em uma mina no estado da Virgínia, nos Estados Unidos, em 1969. No Brasil, em maio de 2005, foi promulgada a Lei No. 11.121, criando o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho.

Também em 07 de abril foi instituído o dia Mundial da Saúde, designado pela Organização Mundial da Saúde, que estabelece: a saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade. Criada em 1948, a data tem como objetivo conscientizar a população a respeito da qualidade de vida e dos diferentes fatores que afetam a saúde populacional.

De acordo com publicação da Revista Proteção, o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, chamou a atenção para a situação inadmissível de 2,3 milhões de mortes por ano, gerados por acidentes e doenças do trabalho, e de 860 mil pessoas que sofrem algum tipo de ferimento todos os dias no mundo. Estimou que, os custos globais, diretos e indiretos, chegam a 2,8 trilhões de dólares, ou quase 7 trilhões de reais. Informações do Anuário Brasileiro de Proteção 2015, por meio dos dados do Anuário Estatístico da Previdência Social, demonstram que no ano de 2013 no Brasil foram 717.911 acidentes no total, 2.814 óbitos e 16.121 incapacidades permanentes. 

Segundo a OIT o Brasil, ocupa o 4º lugar no ranking mundial de acidentes fatais de trabalho. O Estado do Paraná ocupa o 4º lugar no ranking nacional com 52.132 acidentes de trabalho, atrás de São Paulo (254.208), Minas Gerais (77.252) e Rio Grande do Sul (59.627) e pouco à frente do Rio de Janeiro (51.036). Somente a região Sul é responsável por 158.113 acidentes, o equivalente a aproximadamente 22% do total nacional. Os acidentes atingem todas as idades em vários níveis de incidência. As maiores estão entre 20 e 34 anos. A relação entre gêneros mostra que a incidência é maior no gênero masculino (494.746) do que no feminino (223.152).

Os dados sobressaltam, ao mesmo tempo em que nos  faz refletir: Que medidas de prevenção temos adotado em nossos ambientes de trabalho? Quais as políticas de saúde e prevenção que estamos implementando? Como tratamos nossos indicadores? São questionamentos que precisamos acompanhar rigorosamente, buscando alternativas que promovam a melhoria da qualidade de vida no trabalho.

Acredito que as organizações, à medida que adotam políticas direcionado ao desenvolvimento das habilidades técnicas e comportamentais dos seus funcionários, por meio da promoção da saúde, educação, esporte , cultura e lazer, passam a contribuir efetivamente com o desenvolvimentos de seres  humanos com maior capacidade de reflexão crítica, tornando-se agentes ativos na  forma de  contribuir com a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais em seu ambientes de trabalho.

A construção civil, setor com elevado risco de acidentes de trabalho e registros de doenças ocupacionais, têm unido forças com diversas instituições na adoção de práticas que objetivam superar esta realidade, principalmente, por meio da disseminação de uma cultura de prevenção, que beneficia as partes envolvidas:  empregados, empregadores e sociedade.

Exemplos de Boas Práticas:
Implantação e monitoramento dos Programas de Saúde Ocupacional ;
Implantação de Programas de Educação a exemplo do PET-Programa Educação do Trabalhador em parceria com o SESI;
Implantação do Programa de Ginástica Laboral;
Incentivo ao esporte como, por exemplo, atletismo adotando com sucesso por construtoras alagoanas;
Promover sensibilização por meio da Arte: Teatro, Cinema e Literatura, a importância da prevenção de acidentes;
Realização de palestras sobre os riscos inerentes ao trabalho que executa e suas prevenções.















Faça parte do Movimento Abril Verde!

Sugestão de Leitura – Desafios Na Arte da Construção – Novas Perspectivas na Gestão de Pessoas.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL COMO DIFERENCIAL NAS ORGANIZAÇÕES

Por  Neide Gomes Barros



  Em vários encontros corporativos, abordamos a questão da empregabilidade em tempos de incerteza e apresentamos a importância das habilidades técnicas por meio do conhecimento constantemente adquirido. É importante ressaltar que o conhecimento técnico, será sempre fundamental no exercício de cada profissão.  Porém, quando percebemos a crescente valorização relacionada ao comportamento humano, só o conhecimento não é suficiente, pois necessitamos nos relacionar com as pessoas.

  Tenho vivenciado diversas frustrações profissionais tanto por parte da empresa, quanto por parte do profissional, pela falta de habilidades em conduzir situações que impactam diretamente no comportamento e atitudes humanas, fundamentais na fundamentação dos valores que devem fazer parte de uma organização.

  Trabalhar a educação nas organizações vai além das dimensões técnicas, é preciso direcionar a prática profissional para um nível maior do Ser, e nesta constante construção, buscar fundamentar os comportamentos que vislumbrem as relações saudáveis, seguras e éticas é fundamental para uma gestão de alto desempenho. 

  E nesta pauta a inteligência emocional precisa ser entendida nas esferas corporativas, devendo atingir os objetivos, buscando o equilíbrio entre “o que” e “como”.

  A capacidade de dominar com destreza suas atribuições técnicas, a habilidades de realizar suas tarefas com eficiência, sempre serão consideradas relevantes. No entanto, nenhum delas se traduzirá em resultados concretos se a denominada inteligência emocional não estiver presente em qualquer organização, principalmente em uma época em que relacionamentos no trabalho necessitam cada vez mais de melhor desempenho da equipe, devendo haver interação nas rotinas de qualquer empresa.

  Para melhor entendimento, vamos ao conceito de Daniel Goleman, onde define inteligência emocional como “Capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nos e de nos relacionarmos.”

  Acredito neste ponto de vista. Não devemos classificar o controle de emoções como algo negativo. Não se trata de bloquear sentimentos das pessoas, mas de ensinar e aprender como lidar com emoções. O autocontrole, senso de responsabilidade e o desenvolvimento da autoestima podem e devem ser ensinados desde a infância. E pelas experiências vivenciadas, trabalhar estes conceitos se faz de extrema necessidade nas organizações. 

Sugestão de Leitura: Inteligência Emocional -  Daniel  Goleman


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