Por Neide Gomes Barros
Têm sido
constante os questionamentos sobre o uso exagerado de tecnologias, principalmente
pelas crianças e jovens. Numa viagem de trabalho, conversando sobre filhos,
educação, meu amigo que tem uma filha de 08 anos, já demostra uma grande
preocupação com o uso exagerado destas ferramentas. Esta preocupação têm
surgindo com frequência nos diálogos entre pais, educadores. Falamos da
importância de termos a leitura como aliada no desenvolvimento de outros
hábitos, comentei sobre as minhas iniciativas de influenciar meus filhos nesta
prática fundamental em todos os aspectos, pessoais, profissionais. Ele ressaltou
que se considera um exemplo vivo da falta que faz a leitura, pois atribui
algumas dificuldades profissionais de comunicação e escrita a falta de leitura.
O hábito deve começar desde
cedo, buscando inserir a leitura nas rotinas da família, facilitando o acesso
aos livros, criando situações de constantes estímulos. Relatei que há muito
tempo, estamos desenvolvendo algumas práticas com este objetivo. Tenho dois
filhos, nasceram com um intervalo muito curto entre eles, eu tinha que me
desdobrar para distrair, entreter, me apeguei aos livros, de pano, de plástico,
com gravuras, coloridos e lindos. Depois vieram os gibis, a família do Maurício
de Souza completa, todos os personagens da Disney, mais adiante semanalmente a
revista Recreio, mais um tempo os Manguás, uma legião, Naruto, One Piece,
Dragon ball, Diário de um banana. Atualmente uma revista de curiosidades,
chamada “mundo estranho”, alguns livros que me recordo, A culpa é das estrelas,
Ponte para terrabitia, Meu pé de Laranja Lima... Fique pensando, acho que já deu
certo, mesmo em tempo de tanta oferta de tecnologias estamos consolidando o
maravilhoso hábito da leitura. Considerava este desafios uma missão, confesso
que beira a uma grande realização.
Por
último e com grande felicidade, chego em casa a noite, meu filho mais velho de
13 anos, está na rede da varanda, parece estar dormindo, me aproximo, silenciosamente
e fiquei encantada com o que vi, do seu lado estava “OS Miseráveis” de Vitor Hugo. Pela quantidade de páginas, não sei
ainda se ele vai concluir, porém já me encantei pelo interesse, pela vontade de
aprofundar, visto que o musical, não foi totalmente apreciado. De qualquer
forma fazia tempo que não sentia tamanho encantamento. Boa leitura, sempre!!!!








