Gestão de Pessoas e Sustentabilidade

O blog é uma forma de expressar suas ideias, experiências sobre a importante arte de gerenciar pessoas.

quarta-feira, 25 de março de 2015

QUAL O TOM DA SUA LIDERANÇA?

Por  Neide Gomes Barros




 Esta semana li algo sobre liderança que reforça a minha crença. Dave Ulrich, um dos maiores especialistas em gestão de pessoas do mundo, afirma que a liderança é um esporte de equipe. Não é individual. A liderança não é apenas o que eu faço, mas o que eu consigo realizar com os outros e por meio deles. Fazer com que as pessoas se sintam bem com seu trabalho é crítico no desenvolvimento da liderança.

  Compartilho com esta definição e penso que o exercício da liderança pode ser comparada a uma grande sinfonia, conceituada como a reunião dos sons de vários instrumentos tocados ao mesmo tempo, o que sem sombra de dúvidas, requer do regente o desafio de procurar harmonizar numa só música, todas os sons dos diversos instrumentos, buscando a harmonização dos diferentes, procurando complementariedade. Quando o arranjo, o tom, o som dos instrumentos não estão afinados, a sintonia não acontece, o mesmo ocorre na gestão de pessoas, dificultando o equilíbrio. 

   Atribuo relevância, a um requisito, “o emprego do tom na gestão”, que em algumas definições, vem do tônus Latina, que por sua vez, deriva de uma palavra grega que significa "tensão". O termo tem vários usos e significados, sendo mais frequentes  vinculada ao som. No campo da acústica, portanto, o tom é a propriedade do som que permite classificar os agudos para graves de acordo com sua frequência.      

   O tom também é um modo específico de expressão, de acordo com os fins ou as condições mentais do falante. Aqui me refiro ao tom de voz empregado nas nossas intervenções, principalmente as palavras que utilizamos para delegar, informar, orientar, treinar, corrigir e realizar as demais práticas relacionadas as nossas responsabilidades.

  Precisamos aprender a observar nossos sentidos e desenvolve-los com sabedoria. Acredito ser um dos importantes passos na busca da harmonização de nossa gestão. 

  Compreender o desequilíbrio que causamos por meio de uma abordagem inadequada no ambiente de trabalho e no gerenciamento de nossa equipe é o primeiro passo para enxergar a necessidade de substituição de elementos destrutivos, por uma prática profissional capaz de inspirar e promover o desenvolvimento das habilidades e competências das pessoas e consequentemente na forma como exercemos nossa liderança.

  Na obra do filósofo alemão Friedrich Nietzsche escrita entre 1883 e 1885 -    Assim falou Zaratustra: um livro para todos e para ninguém   sugeriu, “O que torna as coisas agradáveis são os nomes e o sons que lhe são dados.”

Muito atual para os dias de hoje.



sexta-feira, 20 de março de 2015

PROFISSÃO: RECURSOS HUMANOS

Por  Neide Gomes Barros




Na minha concepção a profissão, vai além do domínio das suas subdivisões que pela complexidade necessita de conhecimento e aperfeiçoamento contínuo, sendo condição primordial para domínio de técnicas que auxiliam na realização de um trabalho com maior segurança e assertividade. Elencar as principais subdivisões, ajudam a ilustrar aqueles que ainda desconhecem a abrangência da profissão: Recrutamento e Seleção, Treinamento e Desenvolvimento, Trabalhista e previdenciária, Cargos, Salários e Benefícios, avaliação de competência, Saúde e Medicina do Trabalho, Plano de Carreira, Relações Sindicais, Clima Organizacional.

Aliado ao domínio de todas as habilidades e competência exigidas, ressalto o interesse genuíno pelas pessoas, dentro de um projeto que garantam aos seus funcionários, promoção do bem-estar, garantia de um ambiente de trabalho com saúde e segurança, equilíbrio trabalho-vida, diversidade e inclusão, igualdade de gênero, promoção de desenvolvimento pessoal e profissional, comunicações internas positivas, transparência e envolvimento com a comunidade.

Acredito que a profissão de RH têm um longo caminho para ser reconhecido como área estratégica, devendo atuar em parceria com líderes e colaboradores no processo   de conscientização e desenvolvimento de suas atividades com capacidade de impactar de forma positiva na gestão de um negócio sustentável.

Hoje, já percebemos avanços no papel do RH, principalmente no seu propósito de exercer suas atividades, consciente de sua complexidade e fiel ao conceito de um departamento estratégico. O cenário têm possibilitado abertura para demonstração da capacidade de vislumbrar o futuro da organização, combinado conhecimentos sobre pessoas e o negócio, para arquitetar a melhor estratégia. Porém não desanimem, se constantemente tiverem que exercitar suas competências na arte de "convencer" a alta direção quanto às decisões mais indicadas.


Algumas sugestões que tenho adotado no exercício da profissão:

• Estude e pesquise, sempre!

• Conheça o negócio que você faz parte;

• Implante e monitore indicadores de desempenho;

• Se preocupe com o que os outros vão conseguir a partir de sua prática profissional;

•Estimule um ambiente saudável, com práticas Educacionais, esportivas e culturais;

• Promova encontros periódicos de sustentabilidade com líderes e funcionários.

Sucesso na sua jornada!!!

quarta-feira, 11 de março de 2015

ARQUITETURA DA ALMA

Por  Neide Gomes Barros




Tenho profundo interesse pela arquitetura, principalmente quando o profissional tem seu trabalho norteado pela sustentabilidade. Admiro a transformação que ela é capaz de fazer em um ambiente tornando-o agradável as necessidades humanas, quando consegue integrar-se e preservar a natureza.
    Percebo uma similaridade com a gestão de pessoas, que habita na possibilidade de a cada momento o ser humano se reinventar, se transformar, por meio do autoconhecimento.
A beleza que a arquitetura pode trazer para o ambiente tornando-o esplêndido, também somos capazes de trazer para a nossa vida, buscando a harmonização da nossa alma por meio do conhecimento profundo do nosso interior e dos relacionamentos que desenvolvemos com o outro. Para tanto, é importante, aperfeiçoar a prática e a beleza que encontramos na generosidade, na serenidade e na sabedoria. Parece distante a relação, mas vejo nitidamente a semelhança, quando a arquitetura integra interior, exterior, cor, som, luz, sombra ao ambiente e podemos fazer o mesmo com nossos sentimentos e emoções, buscando harmonizar nosso tom, que surge no otimismo e no bom humor, leveza, quando nos rompemos travas e amarras, utilizando a máxima, menos é mais, nos apoiando na simplicidade, tanto na vida quanto na arquitetura.

É fácil se encantar por um ambiente bonito e harmonioso, também me inspira um ser humano, que busca constantemente embelezar seus sentimentos e emoções.

A arquitetura possibilitando aos recantos vida, luz, beleza, arte. O ser humano, buscando luz, brilho, cor, música e todos os adornos que nos torna mais sensíveis. Pois como disse Oscar Niemeyer “Meu trabalho não tem importância, nem a arquitetura tem importância pra mim. Para mim o importante é a vida, a gente se abraçar, conhecer as pessoas, haver solidariedade, pensar num mundo melhor, o resto é conversa fiada.”



segunda-feira, 2 de março de 2015

VISÃO SISTÊMICA NA GESTÃO DE PESSOAS


 Por  Neide Gomes Barros




Todos sabemos o quanto é complexa a legislação trabalhista e previdenciária no Brasil, dentro desta realidade, este texto não têm pretensão de maiores aprofundamento da legislação em vigor, pretendo apenas destacar a importância de um departamento que precisa ser transformado, modernizado com agilidade e capacidade de atender as partes interessadas, me refiro ao velho e burocrático Departamento Pessoal, que têm na sua essência um caráter puramente burocrático.

Precisamos conhecer o negócio, as implicações e os riscos das decisões sobre pessoas, capacidade de conciliar os objetivos da gestão de pessoas com a gestão do negócio. 
  Tenho vivenciado experiências dentro da área, voltadas para uma ação profissional conhecedora do negócio, processos e suas interligações, provocada por profissionais que estão desenvolvendo suas habilidades e competências dentro de uma visão sistêmica e estratégica, buscando atender as organizações, com conhecimento, organização e humanização, prestando um serviço diferenciado para aqueles que devem ter seus direitos assegurados de forma transparente e ética.



COMO FAZER A DIFERENÇA

Por  Neide Gomes Barros



Acho o momento propício para declarar a admiração profunda por um dos profissionais que considero um gênio na arte de fotografar, na forma como segue suas motivações e crenças, ultrapassando seus próprios limites.

Seus projetos se desenvolvem nos lugares mais longínquos e improváveis, numa viajem que leva ao extremo do planeta Terra.

Presente em sua vida a superação, e a busca pelo entendimento de insuportáveis situações, daquelas que anteveem toda a graça e glória de uma grande realização, que só pode ser alcançada pela sensibilidade de capturar o que há de mais sublime nas questões humanas. Sim, estou falando de Sebastião Salgado, que por meio do inspirador documentário "O Sal da Terra", conta a sua trajetória além da fotografia, exaltando seu caráter humano e seu papel como defensor ambiental.

O Documentário foi dirigido por seu filho Juliano Salgado e pelo cineasta alemão Wim Wenders, o longa ganhou destaque após ser premiado no Festival de Berlim ano passado e foi indicado ao óscar 2015, porém, não foi escolhido. O que no meu raso conhecimento dos critérios estabelecidos pela Academia, não considerei justa.

Fica o legado e a materialização de uma grande obra.

     Apreciei a declaração do seu filho “O Sal da Terra” traz esperança ao mundo, compartilho com ele está afirmativa e acrescentaria, feliz daquele que encontra sua vocação e no seu trabalho a realização.

O que me faz refletir sobre a importância de transformar nossos projetos em algo significativo, nos impulsionando a encontrar sentido e principalmente vontade de fazer a diferença naquilo que nos propomos.

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