quarta-feira, 11 de março de 2015

ARQUITETURA DA ALMA

Por  Neide Gomes Barros




Tenho profundo interesse pela arquitetura, principalmente quando o profissional tem seu trabalho norteado pela sustentabilidade. Admiro a transformação que ela é capaz de fazer em um ambiente tornando-o agradável as necessidades humanas, quando consegue integrar-se e preservar a natureza.
    Percebo uma similaridade com a gestão de pessoas, que habita na possibilidade de a cada momento o ser humano se reinventar, se transformar, por meio do autoconhecimento.
A beleza que a arquitetura pode trazer para o ambiente tornando-o esplêndido, também somos capazes de trazer para a nossa vida, buscando a harmonização da nossa alma por meio do conhecimento profundo do nosso interior e dos relacionamentos que desenvolvemos com o outro. Para tanto, é importante, aperfeiçoar a prática e a beleza que encontramos na generosidade, na serenidade e na sabedoria. Parece distante a relação, mas vejo nitidamente a semelhança, quando a arquitetura integra interior, exterior, cor, som, luz, sombra ao ambiente e podemos fazer o mesmo com nossos sentimentos e emoções, buscando harmonizar nosso tom, que surge no otimismo e no bom humor, leveza, quando nos rompemos travas e amarras, utilizando a máxima, menos é mais, nos apoiando na simplicidade, tanto na vida quanto na arquitetura.

É fácil se encantar por um ambiente bonito e harmonioso, também me inspira um ser humano, que busca constantemente embelezar seus sentimentos e emoções.

A arquitetura possibilitando aos recantos vida, luz, beleza, arte. O ser humano, buscando luz, brilho, cor, música e todos os adornos que nos torna mais sensíveis. Pois como disse Oscar Niemeyer “Meu trabalho não tem importância, nem a arquitetura tem importância pra mim. Para mim o importante é a vida, a gente se abraçar, conhecer as pessoas, haver solidariedade, pensar num mundo melhor, o resto é conversa fiada.”



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